• Diogo Corrêa

O Governo do estado do RS não pode querer “driblar” e o processo legal deve ser respeitado

Diferentemente do que alegam vários meios de comunicação locais e regionais, com base na matéria publicada pelo próprio TJ/RS, não houve “nova decisão” no caso do retorno das aulas no RS. O juízo somente reafirmou: Eduardo Leite tentou driblar o Judiciário.


Aliás, esse deveria ser o foco central das matérias jornalísticas, se não quisessem sem tendenciosas e gerar até a execração de agentes públicos. Parece que o espírito “lavajatista” ainda vai fazer muitas vítimas (trataremos disso noutro momento).

A questão da cogestão já estava considerada no julgamento do mérito. Em 12/04/2021, o Judiciário já havia se posicionado contrário ao requerimento do Estado do Rio Grande do Sul, no sentido de que a retomada da cogestão não interferia na decisão do mérito do processo 5019964-94.2021.8.21.0001/RS. Está lá no despacho. Por que a mídia não trouxe esse fator para as matérias?

Ou seja, a juíza não decidiu o mérito (se as aulas podem ou não voltar). Apenas apontou o óbvio: O Governo do estado do RS não pode querer “driblar” e o processo legal deve ser respeitado.

Precisamos ser leais, independentemente de nossas crenças ou gostos. Lealdade é tratar uma decisão como ela foi proferida. Não agindo assim, pequenas fissuras vão se criando na Democracia. Juízo, senhores e senhoras!